segunda-feira, 22 de março de 2010

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe? Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.
No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

Fonte: Notícias UOL 23/02/2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

IMAGEM

Extraido da coluna de Dora Kramer no  ESTADÃO de 13/03/2010

          Em artigo publicado ontem no ESTADO, o escritor cubano Carlos Alberto Montaner reproduz definição sobre o presidente Lula que ouviu de um presidente latino-americano.

É a seguinte:

"Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade como um combate entre bons e maus."

          Segundo Montaner, o comentário foi feito a propósito da perda de confiança internacional provocada pelo alinhamento brasileiro a governos autoritários.

Paraná terá maior evento do País no Dia Mundial da Água

O Paraná, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – sediará em 22 de março, Dia Mundial da Água, o evento “Água Limpa para um Mundo Saudável” - promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fundação Roberto Marinho, Agência Nacional de Águas e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). O evento que acontece na sede do Lactec, em Curitiba, a partir das 8h, discutirá ações prioritárias para reduzir a escassez da água no mundo, com a participação de técnicos e especialistas em água de diversos países e Estados brasileiros.
Durante o evento, a Secretaria do Meio Ambiente do Paraná lançará Programa Estadual de Nascentes Protegidas, que será executado em parceria com a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), com o objetivo de melhorar a qualidade e quantidade da água nos rios paranaenses, aliado à recomposição da mata ciliar.
Outra novidade inédita que será apresentada no “Água Limpa para um Mundo Saudável” são os relatórios de qualidade das águas dos rios da Região Metropolitana de Curitiba e dos reservatórios do Paraná, bem como o Plano Estadual de Recursos Hídricos, Planos de Bacia Hidrográficas e Planos Municipais para a Gestão dos Recursos Hídricos do Paraná. O material foi desenvolvido com o apoio técnico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Paranaense das Águas/Suderhsa e Emater.
PLANOS DE RECURSOS HÍDRICOS – Aprovado em dezembro de 2009, pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, o Plano Estadual de Recursos Hídricos será atualizado de quatro em quatro anos, para orientar a elaboração dos planos plurianuais do Paraná e seus orçamentos anuais. “O Plano Estadual de Recursos Hídricos, inédito no País, propõe estratégias e ações necessárias para garantir a qualidade e a quantidade da água das bacias hidrográficas, buscando o aproveitamento dos recursos hídricos em função do desenvolvimento esperado para cada uma das Bacias do Estado”, diz Rasca Rodrigues, secretário do Meio Ambiente.
O Plano de Recursos Hídricos é um dos instrumentos estabelecidos pela lei federal 9.433/97 e estadual 12.726/99, também conhecida como Lei das Águas, na qual ocorre um pacto entre o Poder Público, os usuários dos recursos hídricos (indústrias, irrigação, setor de abastecimento de água, geração de energia) e a sociedade civil (Ongs, sindicatos, universidades, associações comunitárias), para fundamentar e orientar a gestão de águas no Brasil.
Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no site www.diamundialdaagua.net.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O PSEUDÔNIMO DA DÍVIDA

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do Ministério do Planejamento, com sua autoridade, desmascara toda essa conversa fiada do governo de que acabou com a dívida externa, agora reduzida a 190 milhões de dolares e está até "emprestando dinheiro ao FMI". É uma lulada.

O que o governo fez foi uma enganação. Trocou o nome por um pseudônimo. O que era dívida externa agora é dívida interna, só para os banqueiros e especuladores ganharem mais. A dívida externa tinha taxas de juros muito menores, juros internacionais, e prazos maiores. A dívida interna é pela SELIC, a agiotagem fixada pelo Banco Central. Os juros externos não passam de 3%.Os internos, o BC não deixa por menos de 8%.

Dívida

No "Comunicado nº 14" do IPEA estão os números todos:

1 - Segundo o próprio Tesouro Nacional, a dívida interna (só a dívida pública federal), já passou de 1 trilhão e 600 bilhões de reais. Isso significa que saltou de 38,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2008 para 43% em 2009. E continua subindo. A quanto chegará no fim de 2010?

Os gastos do Brasil com juros, saúde, educação e investimentos, de 2000 a 2007 (2 anos de Fernando Henrique e 5 de Lula) são esquizofrênicos. Só de juros, o Brasil gastou 1 trilhão e 267 bilhões. E com a Saúde, 310 bilhões. Educação, 149 bilhões. Investimentos, 93 bilhões.

Diz o IPEA: - "Ademais de poder ser considerado um gasto improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, (esse brutal pagamento de juros) termina fundamentalmente favorecendo a apropriação da renda nacional pelos detentores de renda de títulos financeiros".

Banco Central

2 - Mas a dívida interna não se expressa unicamente através da dívida pública federal. A divida do setor publico inclui as tres esferas de poder (federal, estadual e municipal) e já ultrapassa 2 trilhões de reais.

E não é só. Paralelamente, em verdadeiro túnel subterrâneo, o Banco Central vem operando o que chama de "estoque de operações compromissadas", com prazo maximo de 45 dias a 6 meses, "nãocontabilizadas" pelo Tesouro Nacional, como a Caixa Preta do PT.

É uma divida publica paralela destinada a oferecer títulos ao mercado para enxugar a liquidez. Os principais clientes são os Fundos de Investimento (70%), os bancos (20%) e grandes empresas (10%). Em outubro de 2009, essas operações chegaram a 500 bilhões de reais.

Tudo isso atinge a fantástica soma de 2 trilhões e 500 bilhões de reais.

Reservas

3 - E a orgia não para no Banco Central, que emite títulos nacionais para comprar dólares. Por isso as reservas internacionais do pais estão em 231,5 bilhões de dólares, a quase totalidade em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, cujos rendimentos estão em queda continua. E pelos títulos nacionais o Banco Central paga quase 10% de juros.

O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, diz que o Brasil gasta 800 milhões de dólares por mês para manutenção dessas reservas, algo próximo de 10 bilhões de dólares por ano. Nos ultimos anos, o dólar perdeu 41% de seu valor. Atrás dele foram nossas reservas.

Déficit

4 - E mais números ruins. Em 2009, no total de exportações e importações, o Brasil teve na balança comercial um superávit de 25,3 bilhões de dólares. No mesmo período, a "remessa de lucros e dividendos" das empresas estrangeiras foi de 25,2 bilhões de dólares. Anulou o superávit

Para 2010, o Banco Central calcula o saldo da balança comercial em 15 bilhões de dólares e as remessas de lucros e dividendos em 30,2 bilhões de dólares. Em 2009, o déficit do Brasil em transações correntes foi de 24,3 bilhões de dólares. O Banco Central projeta para 2010 um déficit de 40 bilhões de dólares. Podendo o déficit chegar a 55 bilhões em 2011.

Desequilíbrio

5 - Paulo Nogueira Batista Jr, diretor executivo do FMI, prevê um "desequilíbrio externo em conta corrente" de 60 bilhões de dólares em 2010. O Itaú-Unibanco espera os mesmos 60 bilhões de dólares de "desequilíbrio externo em conta corrente" em 2010. E 83 bilhões em 2011.

Reinaldo Gonçalves, professor da UFRJ, está pessimista:

- "A economiaestá muito vulnerável. O país continua patinando".

E Antonio Corrêa de Lacerda, da PUC de São Paulo:

- "A situação é ruim, pela rapidez da deterioração".
 

sebastião nery
sebastiaonery@ig.com.br


 
 

 
Rio - No botequim de uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, depois do golpe de 1964, um grupo conversava sobre política:

- Vocês ficavam dizendo que os militares fizeram uma injustiça com o Brizola, perseguindo-o e expulsando-o do pais porque era comunista.

- Comunista? Brizola nunca foi comunista, era um nacionalista.

- Era um comunista disfarçado. Tanto que foi para Moscou e está lá.

- Nada disso. Brizola foi para o Uruguai. Já está asilado lá.

- No Uruguai coisa nenhum. Está em Moscou. Leiam aqui no jornal de hoje: - "Leonid Brejnev, em Moscou, disse ontem"...

- E o que é que tem o Leonid Brejnev, secretário-geral do Partido Comunista e chefe do governo da União Soviética, com Leonel Brizola?

- Então não percebem o pseudônimo? Leonid Brejnev, Leonel Brizola.

 

EXTERMINADORES DO FUTURO

Bancada ruralista reage à lista de “exterminadores do futuro”

Luana Lourenço (Agência Brasil)

Uma campanha lançada na última semana pela organização não governamental SOS Mata Atlântica deu início a um novo round na briga entre ruralistas e ambientalistas no Congresso Nacional. Batizada de “Exterminadores do Futuro”, a iniciativa da ONG vai listar políticos que “agem contra o meio ambiente”.

Na mira estão, por exemplo, parlamentares que defendem a flexibilização de leis ambientais, como o Código Florestal.

A bancada ruralista reagiu e pretende entrar no Conselho de Ética da Câmara contra os parlamentares que apoiam a criação e divulgação da lista de “exterminadores”. O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), disse que a primeira representação será contra o colega Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista.

“Vai ser por quebra de decoro parlamentar. Foi uma canalhice do Zequinha Sarney. Não aceitamos que se tragam ONGs estrangeiras para fazer terrorismo contra deputados que estão fazendo um trabalho sério”, argumentou.

Segundo Lupion, os advogados da Comissão de Agricultura estão levantando informações sobre outros parlamentares que manifestaram apoio à iniciativa.

Sarney Filho, que participou do lançamento da campanha, disse que não se sente intimidado com a ameaça de representação no Conselho de Ética. “Se for pelo fato de estar defendendo o desenvolvimento sustentável, a diversidade e os ecossistemas, me sinto até honrado de ir ao conselho.”

O deputado considera a atitude dos ruralistas uma tentativa de intimidar a bancada verde diante da proximidade da votação do relatório sobre modificações no Código Florestal. “Mas o tiro saiu pela culatra. Essa situação só reforça nossas convicções”, acrescentou.

Além dos deputados, Lupion disse que pretende entrar na Justiça contra a ONG caso seu nome apareça no ranking. “A partir do momento que ele divulgarem a tal lista, vamos entrar com ações de perdas e danos, de difamação, vamos quebrar essas ONGs”, adiantou.

A lista deve ser divulgada no começo de julho, às vésperas do período eleitoral. Em maio, uma versão prévia deverá ser apresentada e os “exterminadores” indicados poderão se defender antes da inclusão definitiva no ranking de inimigos do meio ambiente.

terça-feira, 16 de março de 2010

AS CABRITAS

AS CABRITAS

MARINA, BOA SURPRESA

Editorial da Folha de S. Paulo:

O COORDENADOR da pré-candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência, Alfredo Sirkis, lançou mão de uma fórmula astuciosa para indicar o lugar da senadora no espectro ideológico: ela não se encontraria nem à esquerda, nem à direita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -mas à frente.

A ideia de uma opção eleitoral “pós-Lula”, que resiste à desgastada e por vezes enganosa oposição entre petistas e tucanos, é uma estratégia pertinente.

Ajusta-se, antes de tudo, à marca da candidatura, que prescreve novas relações entre economia e ambiente – algo difícil de ser enquadrado nos surrados rótulos esquerda e direita. A pauta ambiental, aliás, desperta com frequência rejeições das duas alas, embora tenha-se tornado eleitoralmente vantajoso posar de defensor da natureza.

Essa ambiguidade é nítida na súbita “conversão” ao discurso contra o efeito estufa da ministra Dilma Rousseff -a “mãe” do desenvolvimentismo estatal. De maneira análoga, na oposição é comum a transigência com agressões ao ambiente, embora o governador José Serra também tenha anunciado metas de redução de emissões em São Paulo.

Mas se a presença de Marina cobra dos adversários mais atenção com a temática ecológica, sua candidatura, em sentido contrário, vê-se instada a apresentar propostas consistentes em outras áreas. É o que tem feito -e até aqui de modo mais claro do que os rivais. A entrevista com o possível vice da chapa, o empresário Guilherme Leal, que a Folha traz hoje, é prova disso.

Sabe-se que a candidata dará ênfase à educação; que defenderá uma concepção moderna de Estado, mais leve e eficiente; que será favorável à racionalização tributária; que preservará a autonomia do Banco Central; e que manterá o Bolsa Família.

Para quem imaginava uma postulação confinada a clichês verdes, Marina Silva vai-se revelando uma boa surpresa.

Palavra mais longa do mundo

Nova Zelandia tem os lugares de nomes mais compridos do mundo veja o que acha desse aqui.
Nao cabe nem mesmo numa linha:
Taumata whakatangihangakoauauotam ateahaumaitawhi tiurehaeaturipukakapikimaunga horonukupokai whenuakitanatahu.
 
Esse é o nome. Veja na placa da foto.
  
 
Parece brincadeira? É uma colina na Nova Zelândia, diz o Neatorama. A populaçao local chama abreviadamente de Taumata. Detem no Guiness o titulo de palavra mais longa do mundo em qualquer idioma. Duvida? Veja na Wikipedia.
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