sábado, 27 de abril de 2013

Brasil cai 25 posições em ranking mundial de crescimento econômico


O Brasil caiu 25 posições em um ranking que mede o ritmo de crescimento do PIB (produto interno bruto) de 166 países, elaborado com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com uma expansão de apenas 0,9% na economia no ano passado, o país ficou em 128º lugar. Em 2011, estava em 103º, após uma alta de 2,7% no PIB.

Nos últimos 20 anos, somente três vezes o Brasil esteve em uma colocação pior do que a atual: em 1998 (quando ficou em 141º lugar), em 1999 (138º) e em 2003 (141º).

O ranking considerou apenas os países que forneceram os dados para todo o período examinado (1993 a 2012). Os números se referem ao crescimento econômico real, ou seja, descontada a inflação.

Com esta postagem, o blog Achados Econômicos inicia a série “O Brasil no Mundo”, em que analisará nos próximos dias os indicadores econômicos de mais de 100 países, com base no banco de dados do FMI, que foi atualizado na semana passada.

Nessas duas décadas, o melhor momento foi em 2010, quando a economia nacional avançou 7,5% e alcançou a 31ª posição. Naquele ano, o crescimento foi superior ao de importantes países emergentes, como Coreia do Sul, Chile, México e Rússia.

Ranking 2012

A economia que mais cresceu no mundo em 2012 foi a da Líbia, com alta de 104,5%. No entanto, deve-se fazer a ressalva de que países em guerra civil ou com grande instabilidade política costumam ter fortes variações no PIB, para cima ou para baixo. Esse crescimento da Líbia, por exemplo, veio depois de a economia encolher simplesmente 62% em 2011.

Na lanterninha do ranking de 2012 aparece a Grécia, que, depois de dar calote nos investidores e adotar um sofrido aperto fiscal, viu sua economia encolher 6,4%. Foi a quinta retração seguida no PIB grego, que acumula queda de 20% desde 2008.

Mundo

No ano passado, o desempenho do Brasil ficou abaixo da média não só da América Latina e do mundo, como também do G-7 (o grupo dos países mais industrializados), o que não ocorria desde 2003.

A variação do PIB de um ano para o outro é importante porque retrata um momento específico.

Para enxergar as tendências de longo prazo, no entanto, o melhor é usar médias de períodos maiores. O gráfico abaixo mostra que, nos dez anos encerrados em 1993, o PIB brasileiro cresceu a uma média de 2,8% ao ano, um número inferior ao verificado no restante do mundo.

Nos anos seguintes, a economia foi perdendo força até 1999, quando o país teve um desempenho muito pior do que a média dos demais. Houve um salto em 2000, seguido por um período de estabilidade. A partir de 2006, o PIB nacional passou a crescer com mais força, até alcançar a média mundial em 2011. No ano seguinte, voltou a se descolar dos demais países.

Dito de outro modo, o gráfico mostra que, apesar do “pibinho” do ano passado, no acumulado dos últimos dez anos ainda estamos bem melhor do que os países ricos. Porém, voltamos a crescer menos que a América Latina e do que a média do mundo.

Fonte, Sílvio Guedes Crespo: http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/04/23/brasil-cai-25-posicoes-em-ranking-mundial-de-crescimento-economico/


http://nacaofederalista.blogspot.com.br/2013/04/brasil-cai-25-posicoes-em-ranking.html

Judiciário - Um Poder de costas para o País

Essa matéria foi publicada em 27/09/2011, mas como continua ATUAL e muita coisa não mudou de lá para cá, resolvi republicar.


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A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas – parte delas em branco – recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.

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A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil.

Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente da época, Cézar Peluso, ocupou seu tempo defendendo – como um líder sindical de toga – o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes.

Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade?

Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes vigilantes é de seguranças pessoais de ministros. Só o então presidente Cézar Peluso tinha 9 homens para protegê-lo em São Paulo (fora os de Brasília). Não é uma exceção: Ricardo Lewandovski tem 8 exercendo a mesma função em São Paulo.

Mas os números continuam impressionando. Somente entre as funcionárias terceirizadas, estão registradas 239 recepcionistas. Com toda a certeza, é o tribunal que melhor recebe as pessoas em todo mundo. Será que são necessárias mais de duas centenas de recepcionistas para o STF cumprir suas tarefas rotineiras? Não é mais um abuso? Ah, abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões. O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários.

Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”.

Eu me amo...

No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal. E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!”.

As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os 3 Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.


Fonte: O Globo - Por Marco Antonio Villa


http://padilhalauro.blogspot.com.br/2013/04/judiciario-um-poder-de-costas-para-o.html

sábado, 20 de abril de 2013

Apenas um gole de cerveja pode desencadear uma onda de prazer no cérebro

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Segundo um novo estudo da Universidade de Indiana (EUA), apenas um gole de cerveja é suficiente para nos fazer sentir uma sensação distintamente agradável. E, quando dizemos um gole, queremos dizer exatamente um gole – meros 15 mililitros da bebida são capazes de tal efeito.

Os pesquisadores, liderados por David Kareken, dizem que tal sensação pode não ser estritamente devido aos aromas sutis que resultam da mistura de malte, lúpulo e levedura. A causa do prazer pode ser devido a mudanças químicas no nosso cérebro – especificamente, um aumento nos níveis do neurotransmissor dopamina.

Os cientistas sabem há muito tempo que parte da razão do álcool induzir prazer é que a intoxicação conduz à liberação de dopamina, que atua como uma recompensa para o cérebro. Além dela ser liberada durante o sono e o sexo, também é associada com drogas (vícios ocorrem quando o cérebro “trai” o corpo, causando sensações de prazer em atividades que não são saudáveis).

Agora, a nova pesquisa sugere que, para algumas pessoas, a intoxicação não é nem necessária: basta o sabor da cerveja para provocar uma liberação do neurotransmissor em poucos minutos.

Isso pode até explicar porque, apesar do sabor amargo, muitas pessoas que nem gostaram de experimentar cerveja continuam bebendo: porque produtos químicos acionam o sistema de recompensa do cérebro.

O estudo

49 homens adultos participaram do estudo. Eles receberam pequenas quantidades de cerveja enquanto seus cérebros eram analisados com um scanner de tomografia que mede níveis de moléculas diferentes.

Os participantes tinham graus variados de consumo típico de álcool, de bebedores pesados a quase abstêmios. Os pesquisadores os testaram inclusive com a cerveja que eles relataram beber com mais frequência.

Como usaram um sistema automatizado para pulverizar apenas 15 mililitros de cerveja na língua de cada participante ao longo de 15 minutos, os cientistas têm certeza de que quaisquer alterações na química do cérebro não foram devido à intoxicação.

No entanto, o efeito de prazer foi significativo. Quando os homens provaram a cerveja, o corpo estriado ventrial de seus cérebros liberou níveis muito mais elevados de dopamina dentro de minutos se comparado com o mesmo teste realizado com nos mesmos sujeitos com água e Gatorade. As sugestões de sabor, antes do álcool poder entrar no corpo, foram suficientes para a liberação de dopamina e induziram o desejo de beber, mesmo em homens sem passado alcoólico.

Os participantes também foram convidados a avaliar o quanto “desejavam” a bebida em vários pontos durante a experiência, e, talvez menos surpreendentemente, seus desejos eram geralmente muito maiores depois da cerveja do que após a degustação de Gatorade ou água.

Alcoolismo: só um gole basta

É interessante notar que a quantidade de dopamina liberada por pessoa não foi aleatória. As pessoas que tinham um histórico familiar de alcoolismo mostraram níveis de dopamina nomeadamente superiores após a degustação de cerveja em comparação com os outros participantes.

Os homens que eram bebedores pesados, mas não tinham histórico familiar, tinham níveis de dopamina apenas médios.
Os pesquisadores acreditam que isso pode explicar por que algumas pessoas têm predisposição ao alcoolismo, e por que é mais difícil para elas parar de beber. A liberação imediata de dopamina após apenas um gole de cerveja provavelmente serve como um poderoso mecanismo que impulsiona seus desejos.

A tendência para experimentar esta explosão de prazer pode ser geneticamente herdada, e explicar por que as pessoas com um histórico familiar de alcoolismo são duas vezes mais propensas a experimentar o alcoolismo também.

Estudos anteriores mostraram que, nas pessoas com tendências alcoólicas, estímulos que são precariamente associados com beber (tal como o cheiro e a visão de uma bebida alcoólica) podem provocar a libertação de dopamina no cérebro. A nova pesquisa apoia tais resultados indicando que explosões de dopamina podem ocorrer mesmo se essas pessoas não são bebedoras pesadas, e que é preciso apenas um gole para o padrão se iniciar.[Smithsonian, DiscoverMagazine]

Fonte: Natasha Romanzoti em http://hypescience.com/apenas-um-gole-de-cerveja-pode-desencadear-uma-onda-de-prazer-no-cerebro/


http://filosofiasdebotequimdopadilha.blogspot.com.br/2013/04/apenas-um-gole-de-cerveja-pode.html

Apenas um gole de cerveja pode desencadear uma onda de prazer no cérebro

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Segundo um novo estudo da Universidade de Indiana (EUA), apenas um gole de cerveja é suficiente para nos fazer sentir uma sensação distintamente agradável. E, quando dizemos um gole, queremos dizer exatamente um gole – meros 15 mililitros da bebida são capazes de tal efeito.

Os pesquisadores, liderados por David Kareken, dizem que tal sensação pode não ser estritamente devido aos aromas sutis que resultam da mistura de malte, lúpulo e levedura. A causa do prazer pode ser devido a mudanças químicas no nosso cérebro – especificamente, um aumento nos níveis do neurotransmissor dopamina.

Os cientistas sabem há muito tempo que parte da razão do álcool induzir prazer é que a intoxicação conduz à liberação de dopamina, que atua como uma recompensa para o cérebro. Além dela ser liberada durante o sono e o sexo, também é associada com drogas (vícios ocorrem quando o cérebro “trai” o corpo, causando sensações de prazer em atividades que não são saudáveis).

Agora, a nova pesquisa sugere que, para algumas pessoas, a intoxicação não é nem necessária: basta o sabor da cerveja para provocar uma liberação do neurotransmissor em poucos minutos.

Isso pode até explicar porque, apesar do sabor amargo, muitas pessoas que nem gostaram de experimentar cerveja continuam bebendo: porque produtos químicos acionam o sistema de recompensa do cérebro.

O estudo

49 homens adultos participaram do estudo. Eles receberam pequenas quantidades de cerveja enquanto seus cérebros eram analisados com um scanner de tomografia que mede níveis de moléculas diferentes.

Os participantes tinham graus variados de consumo típico de álcool, de bebedores pesados a quase abstêmios. Os pesquisadores os testaram inclusive com a cerveja que eles relataram beber com mais frequência.

Como usaram um sistema automatizado para pulverizar apenas 15 mililitros de cerveja na língua de cada participante ao longo de 15 minutos, os cientistas têm certeza de que quaisquer alterações na química do cérebro não foram devido à intoxicação.

No entanto, o efeito de prazer foi significativo. Quando os homens provaram a cerveja, o corpo estriado ventrial de seus cérebros liberou níveis muito mais elevados de dopamina dentro de minutos se comparado com o mesmo teste realizado com nos mesmos sujeitos com água e Gatorade. As sugestões de sabor, antes do álcool poder entrar no corpo, foram suficientes para a liberação de dopamina e induziram o desejo de beber, mesmo em homens sem passado alcoólico.

Os participantes também foram convidados a avaliar o quanto “desejavam” a bebida em vários pontos durante a experiência, e, talvez menos surpreendentemente, seus desejos eram geralmente muito maiores depois da cerveja do que após a degustação de Gatorade ou água.

Alcoolismo: só um gole basta

É interessante notar que a quantidade de dopamina liberada por pessoa não foi aleatória. As pessoas que tinham um histórico familiar de alcoolismo mostraram níveis de dopamina nomeadamente superiores após a degustação de cerveja em comparação com os outros participantes.

Os homens que eram bebedores pesados, mas não tinham histórico familiar, tinham níveis de dopamina apenas médios.
Os pesquisadores acreditam que isso pode explicar por que algumas pessoas têm predisposição ao alcoolismo, e por que é mais difícil para elas parar de beber. A liberação imediata de dopamina após apenas um gole de cerveja provavelmente serve como um poderoso mecanismo que impulsiona seus desejos.

A tendência para experimentar esta explosão de prazer pode ser geneticamente herdada, e explicar por que as pessoas com um histórico familiar de alcoolismo são duas vezes mais propensas a experimentar o alcoolismo também.

Estudos anteriores mostraram que, nas pessoas com tendências alcoólicas, estímulos que são precariamente associados com beber (tal como o cheiro e a visão de uma bebida alcoólica) podem provocar a libertação de dopamina no cérebro. A nova pesquisa apoia tais resultados indicando que explosões de dopamina podem ocorrer mesmo se essas pessoas não são bebedoras pesadas, e que é preciso apenas um gole para o padrão se iniciar.[Smithsonian, DiscoverMagazine]

Fonte: Natasha Romanzoti em http://hypescience.com/apenas-um-gole-de-cerveja-pode-desencadear-uma-onda-de-prazer-no-cerebro/

Efeito do falso consenso

falsoconsenso

De modo geral, as pessoas tendem a superestimar o quanto os outros concordam com os posicionamentos delas – o que reforça a crença de que elas estão “certas” a respeito do que pensam.

Se acreditamos em algo, naturalmente pensamos que estamos corretos (porque, afinal de contas, se achássemos que estávamos errados, acabaríamos mudando de opinião). Como, além disso, buscamos conviver com pessoas que pensam como nós (ou, ao menos, não costumam contrariar nossas crenças), temos a impressão de que existe um certo consenso alinhado com nossas opiniões – mesmo quando somos minoria.


http://filosofiasdebotequimdopadilha.blogspot.com.br/2013/04/efeito-do-falso-consenso.html

Efeito do falso consenso

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De modo geral, as pessoas tendem a superestimar o quanto os outros concordam com os posicionamentos delas – o que reforça a crença de que elas estão “certas” a respeito do que pensam.

Se acreditamos em algo, naturalmente pensamos que estamos corretos (porque, afinal de contas, se achássemos que estávamos errados, acabaríamos mudando de opinião). Como, além disso, buscamos conviver com pessoas que pensam como nós (ou, ao menos, não costumam contrariar nossas crenças), temos a impressão de que existe um certo consenso alinhado com nossas opiniões – mesmo quando somos minoria.


http://filosofiasdebotequimdopadilha.blogspot.com.br/2013/04/efeito-do-falso-consenso.html

Efeito do falso consenso

falsoconsenso

De modo geral, as pessoas tendem a superestimar o quanto os outros concordam com os posicionamentos delas – o que reforça a crença de que elas estão “certas” a respeito do que pensam.

Se acreditamos em algo, naturalmente pensamos que estamos corretos (porque, afinal de contas, se achássemos que estávamos errados, acabaríamos mudando de opinião). Como, além disso, buscamos conviver com pessoas que pensam como nós (ou, ao menos, não costumam contrariar nossas crenças), temos a impressão de que existe um certo consenso alinhado com nossas opiniões – mesmo quando somos minoria.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Coisas de mulher

ginecologista Eu estava agendada para uma consulta com meu ginecologista durante a semana. Numa manha, recebo a ligação do consultório dizendo que minha consulta foi mudada para esta mesma manha às 9h30. Eu tinha acabado de despachar todos para a escola e trabalho, e já eram 8h45. O trajeto até o consultório me tomaria 35 minutos, logo não tinha muito tempo a perder. Assim como a maioria das mulheres fazem, gosto de dar uma caprichada na higiene quando vou a estas consultas, mas dessa vez, não ia dar tempo de fazer este esforço!

Então, corri escadas acima, arranquei o meu pijama, molhei a toalhinha que estava na beira da banheira, e me dei um banho de gato naquela “área” para assegurar que eu estava ao menos apresentável. Joguei a toalhinha no cesto de roupas sujas, vesti alguma roupa, saltei pra dentro do carro e corri para a consulta.

Eu estava sentada há apenas alguns minutos na sala de espera quando fui chamada. Já sabendo dos procedimentos, assim como todas também sabem, pulei pra cima da mesa de exames, e comecei a olhar para o outro lado, fingindo estar em Paris ou qualquer outro lugar a milhas de distância. Fiquei um pouco surpresa quando o médico disse: “Puxa! Alguém fez um esforço extra esta manhã, não?”. Nem respondi.

Depois da consulta, já relaxada, voltei para casa. O restante do dia seguiu normalmente.. algumas compras, faxina, cozinhar. Depois da escola, quando minha filha de 6 anos estava brincando, ela me chama do banheiro:

“Mamãe, onde está a minha toalhinha?”.

Disse a ela para pegar outra no armário. E ela responde:

“Não! Preciso daquela que estava na beirada da banheira! Foi lá que guardei a minha purpurina e as minhas estrelinhas!”

Nunca mais eu volto a aquele médico!..... NUNCA!


http://ditadosereflexoes.blogspot.com.br/2013/04/coisas-de-mulher.html

Coisas de mulher

ginecologista Eu estava agendada para uma consulta com meu ginecologista durante a semana. Numa manha, recebo a ligação do consultório dizendo que minha consulta foi mudada para esta mesma manha às 9h30. Eu tinha acabado de despachar todos para a escola e trabalho, e já eram 8h45. O trajeto até o consultório me tomaria 35 minutos, logo não tinha muito tempo a perder. Assim como a maioria das mulheres fazem, gosto de dar uma caprichada na higiene quando vou a estas consultas, mas dessa vez, não ia dar tempo de fazer este esforço!

Então, corri escadas acima, arranquei o meu pijama, molhei a toalhinha que estava na beira da banheira, e me dei um banho de gato naquela “área” para assegurar que eu estava ao menos apresentável. Joguei a toalhinha no cesto de roupas sujas, vesti alguma roupa, saltei pra dentro do carro e corri para a consulta.

Eu estava sentada há apenas alguns minutos na sala de espera quando fui chamada. Já sabendo dos procedimentos, assim como todas também sabem, pulei pra cima da mesa de exames, e comecei a olhar para o outro lado, fingindo estar em Paris ou qualquer outro lugar a milhas de distância. Fiquei um pouco surpresa quando o médico disse: “Puxa! Alguém fez um esforço extra esta manhã, não?”. Nem respondi.

Depois da consulta, já relaxada, voltei para casa. O restante do dia seguiu normalmente.. algumas compras, faxina, cozinhar. Depois da escola, quando minha filha de 6 anos estava brincando, ela me chama do banheiro:

“Mamãe, onde está a minha toalhinha?”.

Disse a ela para pegar outra no armário. E ela responde:

“Não! Preciso daquela que estava na beirada da banheira! Foi lá que guardei a minha purpurina e as minhas estrelinhas!”

Nunca mais eu volto a aquele médico!..... NUNCA!


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Conceito de água virtual aumenta alerta sobre escassez

Pesquisadores desenvolveram uma forma de calcular toda a água consumida pelo ser humano. Isso inclui o uso para hidratação e higiene, além do que é utilizado na produção de bens de consumo, o que geralmente não é notado.

Você já pensou na quantidade de água que consome? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa gasta em média 39,6 m³ de água por ano (cerca de 110 litros por dia), de forma direta. Esse é o volume considerado para atender às necessidades de ingestão, higiene pessoal, preparação de alimentos e limpeza em geral. Mas o que não se leva em consideração é a água utilizada no processo de produção de tudo que se consome, como alimentos, roupas, livros, carros. Esse consumo indireto é denominado "água virtual" e tem chamado a atenção de especialistas, ao demonstrar que a demanda desse recurso é muito maior do que se imagina, e a velocidade com que a disponibilidade tem diminuído, também.

Essa teoria foi introduzida pelo britânico Tony Allan em 1993. Trata-se de uma definição simples, segundo a qual o volume de água utilizado na produção de qualquer bem ou produto, seja de origem animal, vegetal ou mineral, é considerado água virtual. No setor produtivo, a água é dividida em verde (chuva), azul (na superfície e debaixo da terra) e cinza (poluída).

Para se ter uma ideia, produzir 1kg de carne bovina demanda 15 mil litros de água. Para 1kg de arroz são necessários 2,5 mil litros, e para uma calça jeans, mais 10 mil. Esses são apenas exemplos de como a quantidade de água de fato usada pelo ser humano é bem maior do que os 110 litros diários estimados pela ONU. Sem mencionar que, se cada pessoa do planeta adotasse o padrão de consumo dos países desenvolvidos, precisaríamos de muito mais água. Só a produção de alimentos demandaria 75% a mais do recurso natural, de acordo com o relatório do Conselho Mundial da Água.

Pegada hídrica

Os pesquisadores Arjen Hoekstra e Mesfin Mekonnen, da Universidade de Twente, na Holanda, fizeram um estudo para mapear a "pegada hídrica" de cada indivíduo, empresa, comunidade ou nação. O cálculo do consumo e da poluição diretos ou indiretos da água doce tem o objetivo de auxiliar governos a estabelecer políticas e metas para produção, a fim de racionar o uso global da água.

Segundo os cálculos, a média global por pessoa sobe para 1.385 m³/ano de água (cerca de 3.794 litros por dia). Mas este número depende do país e seu padrão de consumo. Em países desenvolvidos, o consumo varia de 1.258 a 2.842 m³/ano, sendo as extremidades representadas por Reino Unido e Estados Unidos, respectivamente. Já em países em desenvolvimento, a diferença é bem maior: a pegada hídrica da República Democrática do Congo é de 552 m³/ano, já a da Mongólia, de 3.775 m³/ano. No Brasil, a pegada per capita é de 2.027 m³/ano.

Essa nova forma de medir o consumo de água está sendo discutida pelos governos e é considerada como instrumento estratégico na definição de políticas para o uso da água. Isso poderá ter um grande impacto em países como o Brasil, devido à sua grande produção agrícola, setor que, segundo dados da Unesco, consome 92% da água virtual utilizada no planeta.

O comércio virtual de água

A comercialização de recursos hídricos indiretos também deve ser levada em consideração pelos governos e autoridades internacionais. Isso porque quando um país compra algo do exterior, ele também está importando, virtualmente, a água usada no processo de produção. Isso lhe dá a vantagem de poupar seus recursos naturais, em detrimento dos alheios.

Uma nação pode usar como estratégia, seja por economia ou por escassez, comprar produtos que demandam maior quantidade de água no processo. Mas no mundo globalizado, todos os países são importadores de água, e a maioria também é exportadora, mesmo as nações que têm pouca disponibilidade desse recurso, a exemplo do Oriente Médio, que exporta alimentos.

A expectativa é que haja uma reorganização no comércio internacional da água virtual, levando em consideração sua escassez, o que tornaria possível o uso racional do líquido em escala mundial. Países com bastantes reservas deveriam produzir aquilo que necessita de muita água e então exportar, equilibrando assim o consumo no planeta.

De acordo com a publicação de Hoekstra e Mekonnen, 76% do comércio de água virtual está relacionado à produção de vegetais e seus derivados. Produtos de origem animal e industrializados representam 12% cada.

O artigo também relata que os maiores exportadores no segmento são os Estados Unidos, China, Índia e Brasil, respectivamente. A lista de maiores importadores traz novamente os EUA em primeiro lugar, seguido de Japão, Alemanha, China e Itália.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/conceito-de-agua-virtual-aumenta-alerta-sobre-escassez,e6b41d40b8d6d310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

http://lauropadilha.blogspot.com.br/2013/03/conceito-de-agua-virtual-aumenta-alerta.html

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